ORA ET LABORA
História da vida monástica beneditina na sala capitular de S. Bento de Singeverga da autoria de Claudio Pastro// History of Benedictine monastic life in the Chapter Hall of St. Benedict Singeverga// Geschichte des Benediktiner-monastische Leben in den Kapitelsaal der St. Benedikt von Singeverga
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Quem esperamos!?

O que significa para nós, Cristãos, o Advento? Será que ainda estamos à espera d' Aquele que já veio? Contudo, tanto o Advento como o Natal não se resumem a simples comemorações, como acontece no dia do nosso aniversário ou nas bodas de ouro etc. O Advento acontece hoje; o Natal é, pouco importa se já foi (se se realizou somente no passado). O que é mais importante é que no Advento e no Natal entramos num tempo que não tem, fundamentalmente, sentido cronológico. Estes tempos, como aliás todos os restantes tempos litúrgicos, são os tempos da Graça. Não são os anos do menino Jesus que comemoramos; celebramos sim o começo da história da nossa Salvação que se manifesta a partir do momento em que se realiza em cada um de nós o Mistério da Encarnação e que só terá o seu cumprimento absoluto na Páscoa que há-de vir no fim dos tempos. Por isso estejamos atentos pois Ele cruza-se connosco constantemente: no pobre, no drogado, no peregrino, no ladrão, no trabalhador, no desempregado...
Ele irá questionar-nos: "que fizeste do teu irmão? Pois bem, foi a MIM que o fizeste!"
Concluindo: se Deus não encontrar um lugar em cada um de nós, não terá começado para nós a Alegria do NATAL.
A todos desejo a PAZ.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
A lenda chinesa dos "três monges"
Conta-se, na China, existirem em tempos três monges.
Só faziam uma coisa: entravam numa aldeia, ficavam especados no local do mercado e começavam a rir.
Uma multidão se juntava em torno e, só de olhar para eles que riam com todo o seu ser, todos desatavam a rir.
Toda a aldeia se envolvia e, então, os monges dirigiam-se para outra aldeia.
Eram muito amados.
Era esse o seu único sermão, a única mensagem - aquele riso.
Não ensinavam nada, limitavam-se a criar a situação.
"Os três monges do riso" tornaram-se conhecidos em todo o país.
Toda a China os amava e os respeitava. Nunca alguém pregara aquele caminho - que a vida devia ser uma risada e nada mais, e eles nao riam de ninguém em particular, simplesmente riam, como se tivessem entendido a anedota cósmica.
Sem uma única palavra, espalharam imensa alegria por toda a China.
Quando lhes perguntavam os nomes, eles limitavam-se a rir, daí o nome "os três monges do riso".
Envelheceram e, numa aldeia, um dos três monges morreu.
Toda a aldeia ficou ansiosa e cheia de expectativas, agora, que um deles tinha morrido, havia um motivo para chorar. Ninguém conseguiia imaginar qualquer deles chorando.
Toda a aldeia se reuniu.
Os dois monges ladeavam de pé o cadáver do terceiro e riam compulsivamente. Então, os aldeãos, pediram "pelo menos expliquem-nos isto!".
Pela 1ª vez, eles falaram: "estamos a rir porque este homem venceu.
Estávamos sempre a pensar qual de nós morreria 1º e este homem derrotou-nos. Estamos a rir à nossa derrota, à sua vitória.
Além disso, ele viveu connosco muito anos, rimos juntos e desfrutámos de muita alegria. Não há melhor maneira de lhe desejar boa viagem.
Só somos capazes de rir".
Toda a aldeia estava triste, mas quando o cadáver do monge foi colocado na pira funerária, então todos compreenderam que não eram apenas os outros dois que se estavam a divertir - o terceiro homem, o que estava morto, também estava a rir.
Porque tinha dito aos seus companheiros "nao mudem as minhas vestes" contrariamente à tradiçao que, além de mudar as vestes mandava dar um banho.
"Não me dêem banho porque eu nunca estive sujo, ri tanto na minha vida que, perto de mim. não se pode acumular qualquer impureza.
O riso é sempre jovem e fresco. Por isso, nao me dêem banho nem mudem as minhas vestes".
Assim, por respeito, o fizeram . Quando o corpo foi colocado no fogo, depressa se aperceberam que havia muita coisa escondida sob as vestes: e essas coisas accionaram ... um fogo de artifício chinês!
Toda a aldeia desatou a rir e os outros dois disseram "seu malandro!
Morreste mas continuas a derrotar-nos.
És o último a rir."
(Enviado por um amigo, a quem agradeço)
Porquê viver na tristeza quando podemos deitar mão das coisas simples que nos dão esperança e força para viver na mais verdadeira alegria?
Uma vida "condimentada" pelo silêncio e ascese - como acontece na vida monástica - não tem que ser necessáriamente triste; aliás, se não houver alegria no seguimento de Jesus então é porque algo vai mal e teremos que fazer uma paragem para rever o caminho já percorrido e rever objectivos. A alegria é parte essencial no caminho dos monges porque eles se sentem configurados e amados por Deus, Pai e Guia de toda a Humanidade. Onde existe Amor, jamais a tristeza triunfa.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Para pensar!
"Diz o Senhor: O meu nome é ultrajado no meio dos povos. E ainda: Ai daquele por cuja causa o meu nome é ultrajado. Por que motivo é ultrajado o nome do Senhor? Porque não pomos em prática o que dizemos. Quando ouvem da nossa boca a palavra de Deus, os pagãos ficam admirados com a sua excelência admirável. Mas quando tomam conhecimento de que as nossas obras não correspondem às nossas palavras, começam a blasfemar, dizendo que tudo é fábula e mentira.
Quando nos ouvem dizer que Deus afirma: Não tendes especial merecimento se amais os que vos amam; tereis merecimento se amardes os vossos inimigos e aqueles que vos odeiam, ficam admirados ante a sublimidade destas palavras. Mas se verificam que nós não só não amamos os que nos odeiam mas nem sequer os que nos amam, riem-se de nós e blasfemam o nome do Senhor."
(De uma Homilia de um autor do séc. II)
[O texto pode ser encontrado no Breviário Romano: Ofício de Vigílias da XXXII Semana, Quinta-Feira]
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Solesmes - mil anos de história: 1010 - 2010
A Abadia beneditina de S. Pedro de Solesmes (França) já deu início às celebrações do seu milenário. Ao longo de todo o ano 2010 ocorrerão diversas actividades de cariz cultural e religioso. Esta Abadia é famosa pelos estudos sobre o Canto Gregoriano e os Padres da Igreja. É de notar, ainda, que Solesmes foi o cenóbio de uma das figuras chave da restauração monástica beneditina depois da Revolução Francesa - D. Prosper Guéranger.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A luta quotidiana do crente
Perguntaram uma vez ao abade Agatão (monge do séc. IV?): «Qual a virtude, ó pai, que entre as demais exige maior labor?» Respondeu o abade: «Desculpai-me, julgo que não há labor igual ao da oração a Deus. Pois, todas as vezes que o homem quer orar, os inimigos tentam dispersá-lo; bem sabem que não são vencidos por outro meio senão através da oração. Na prática de qualquer virtude que o homem assuma em si, se perseverar, consegue a tranquilidade; na oração, porém, até o último suspiro requer luta».
(Das sentenças dos Padres do deserto)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Do Espírito Santo
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Vida de S. Bento (resumo)

S. Bento, cuja vida decorre entre 480-547, nasceu em Núrsia (Úmbria, Itália). Foi um verdadeiro “homem de Deus”, conforme narra o Papa S. Gregório Magno (+604), ao fazer a sua biografia no “II Livro dos Diálogos”, mas não tão apoiados em factos históricos, mas sobretudo preocupado em mostrar, à luz de exemplos bíblicos, como o santo Patriarca do monaquismo ocidental “foi cheio do espírito de todos os justos”.
Trata-se de uma biografia exemplar, cujo género literário é de sabor bíblico e essencialmente motivador. Para além dos muitos milagres que narra e com que acredita a vida do santo, o biógrafo exalta a “Regra dos Monges” que S. Bento escreveu e com que levou tantos discípulos à vivência do Evangelho de Cristo depois de ter fundado os célebres mosteiros de Subiaco e Monte Cassino. É sobretudo nos dados do “Livro dos Diálogos” que os artistas fundamentaram a iconografia de S. Bento. Foi, contudo, pela Regra e pelos beneditinos, seus filhos espirituais e continuadores, que S. Bento mereceu ser proclamado “Padroeiro Principal de toda a Europa” pelo Papa Paulo VI (24/10/ 1964).
Na verdade, os seus monges, com a Cruz da fé, o Livro da cultura e Arado do trabalho, foram, na Idade Média, os autênticos obreiros da Europa cristã. É isto que faz a actualidade de S. Bento e dos seus monges beneditinos, cujo lema, “Ora et Labora”, se tornou paradigmático do monaquismo beneditino; por outro lado, a flexibilidade da Regra e a adaptabilidade que S. Bento lhe imprimiu, tudo isso explica a vitalidade da Ordem Beneditina, a única da Igreja Católica do Ocidente anterior ao ano mil.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A cor do corvo
Os discípulos de um velho abade estavam confiantes das suas habilidades para discutir os mais variados assuntos. Ele percebeu então que eles se estavam tornando arrogantes e tentavam, cada um deles, mostrar mais sabedoria que os demais. Então chamou-os para uma discussão e perguntou:
-- Por que o corvo é da cor do carvão?
Cada um deles deu uma explicação. Alguns apelaram para os seus conhecimentos em biologia e física. Outros, se utilizaram da filosofia. Outros, ainda, usaram a mitologia.
O abade apenas ouviu e ficou em silêncio. Então um dos discípulos perguntou:
-- Qual das respostas é a melhor?
-- Vocês demonstraram que possuem grandes conhecimentos, mas ninguém deu a resposta que eu queria ouvir.
-- E qual é essa resposta?
-- O corvo é da cor do carvão porque ele é preto.
A Diversão do Monge
Um camponês, indo para a taverna encontra-se com um monge:
C-- Eu acho louvável a vida de um monge, mas às vezes eu penso que deve ser muito difícil viver no mosteiro sem nenhuma diversão.
M-- Diga-me então como faço para me divertir.
C-- Não basta dizer. Seria bom se o senhor me pudesse acompanhar, mas creio que não conseguirá entrar no ambiente impuro de uma taverna.
M-- Não se preocupe, eu o acompanharei.
Os dois foram então à taverna. Ao entrar, houve um constrangimento geral. O monge sentou-se no lugar que o camponês indicou, numa mesa com vários amigos seus. O monge, percebendo o constrangimento, disse:
-- Façam de conta que não estou aqui.
Pouco a pouco, as conversas começaram e logo o ambiente voltou à sua normalidade. Todos bebendo, rindo e conversando. O monge começou então a participar das conversas, a rir das piadas, mesmo das que faziam referências aos monges e à sua vida frugal do mosteiro. Por fim ele mesmo contou algumas anedotas de monges.
Ao cair da noite, o camponês, a caminho de casa, disse:
-- Irmão, o senhor surpreendeu-me. Não pensei que soubesse como se divertir.
O monge respondeu:
-- No templo eu oro, na taverna eu me divirto.
Não é isto que faz o homem comum?
Então, o homem comum é um monge.
(Autor anónimo)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O monge e o mundo
Um mosteiro não é nem um museu, nem um asilo. O monge permanece no mundo que abandonou. Para além de todas as tarefas que poderão ser, por si, executadas, age sobre o mundo pelo simples facto de ser monge.Entretanto o monge é tradicionalmente alguém que deixa o mundo, foge da companhia dos outros homens e procura encontrar-se com Deus, vivendo na solidão. Não se arrisca ele, por isso, a perder todo o contacto com a realidade e a privar-se da união vital com os seus irmãos em Cristo? Não será, então, a vida monástica uma fuga para a esterelidade, um evadir-se de toda a responsabilidade de viver? Não diminui ela, completamente, e restringe a vida do homem, ao ponto de este cessar de viver, passando os dias a vegetar, vítima de piedosa ilusão?
Deve-se admitir que a toda a vocação correspondem os riscos profissionais, e o monge que perde o sentido da sua vocação monástica poderá bem desperdiçar a vida numa estéril preocupação de si próprio. Mas devemos precisamente procurar a razão dessa 'fuga' do mundo que o monge efectua, no facto de que o 'mundo' (aquele que Jesus condenou) é a sociedade daqueles que vivem exclusivamente para si. Deixar o 'mundo' significa, portanto, em primeiro lugar, deixar-se a si mesmo e começar a viver para os outros. O mosteiro tem por finalidade criar o ambiente favorável a este esquecimento próprio (que não é - de todo - a extinção da responsabilidade de cuidar de si mesmo). Se alguns monges, porém, utilizam mal esta oportunidade que lhes é dada e se tornam egoístas é porque fisicamente deixaram o 'mundo' trazendo contudo, nos seus corações, o espírito mundano para o mosteiro.
Diante de Deus, diante dos homens, diante do espírito mundano, seu antagonísta, está o monge carregado de tremenda responsabilidade, a responsabilidade de continuar a ser aquilo que o seu nome significa: um indiviso, um homem de Deus. Não apenas alguém que abandonou o mundo, mas alguém capaz de testemunhar e representar Deus neste mundo que o Filho de Deus salvou pela morte na Cruz.
(Do livro: A vida silenciosa (adaptado) de fr. Thomas Merton, OCSO)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A virtude do silêncio
Façamos o que diz o Profeta: «Disse eu: vigiarei os meus caminhos para não pecar com a língua; pus guardas à minha boca, emudeci, humilhei-me e abstive-me de falar mesmo de coisas boas» (Sl 38, 2-3). Nisto mostra o Profeta que, se devemos algumas vezes abster-nos até de conversa boas, por amor do silêncio, quanto mais não devemos evitar as palavras más...
Por conseguinte, dada a importância da virtude do silêncio, raras vezes se conceda aos discípulos, ainda que perfeitos, licença para falar, embora de coisas boas, santas e de edificação , pois está escrito: «Falando muito, não evitarás o pecado» (Pr 10, 19); e noutro lugar: «A morte e a vida estão em poder da língua» (Pr 18, 21)...
(Do cap. IV da Regra do Patriarca Bento)
domingo, 13 de setembro de 2009
A vida monástica; caminho sem "buracos"?!

Um jovem monge que residia nas Célias perturbava-se na sua solidão. Foi pois procurar o Abade Teodoro de Ferma, e referiu-lhe isto. O ancião respondeu: «vai, humilha a tua mente, sê submisso e vai para junto dos outros». Passado algum tempo, o jovem voltou a procurar o ansião e disse-lhe: «nem junto dos homens tenho sossego». Perguntou o ansião: «se nem na solidão nem na convivência com os outros encontras sossego, porque saíste de casa para abraçar a vida monástica? Não foi para suportar as tribulações? Diz-me agora: há quanto tempo trazes o hábito?» Respondeu o irmão: «há oito anos». Continuou o ansião: «em verdade, tenho setenta anos de hábito, e ainda não encontrei repouso um só dia; e tu, depois de oito anos, queres ter sossego?» Tendo ouvido isto, o jovem monge, fortalecido, voltou para a sua cela.
(De um antigo apoftegma monástico)
terça-feira, 9 de junho de 2009
Daniel Faria

A 9 de Junho de 1999 deixámos de ter entre nós o poeta Fr. Daniel Faria, osb. Lembramos hoje o aniversário do seu nascimento para a VIDA.
Daniel Faria nasceu a 10 de Abril de 1971 em Baltar, Paredes. Depois de ter frequentado os seminários Menor e Maior da Diocese do Porto, decidiu abraçar a vida monástica na Abadia de Singeverga. Esteve como Postulante no Mosteiro de S. Bento da Vitória - Porto e estava a completar o ano de noviciado em Singeverga quando Deus o arrebatou do meio dos homens. Poeta profundo e contemplativo, deixou-nos uma grande 'herança' - a sua bela obra.
Quero apresentar a minha gratidão profunda, em gesto de homenagem, ao Daniel pelo contributo que deu (através da sua obra, pois já não o conheci pessoalmente) na minha própria decisão de abraçar o ideal monástico.
Esta é uma pequena amostra do seu labor:
Do Livro das Meditações 2
Portanto farei uma escada no coração.
E pelos degraus subirei da minha casa
Até bater com o pensamento no altíssimo.
Apagarei os passos e o cérebro como um rasto no deserto
Sempre atento como a águia quando fixa o sol
Sem pestanejar.
Farei portanto a escada no deserto para fixar
A luz.
Da minha casa subirei sem palavras
Em silêncio, portanto, pisando o coração.
Do Inesgotável
Amo-te como um planeta em rotação difusa
E quero-te parar como o servo colado ao chão.
Frágil cerâmica de poros soprados no teu hálito
Vasilha que ergues em tua mão de oleiro
Cálice que não pudeste afastar de ti.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Da reverência na Oração

«Se quando temos algum pedido a fazer a homens poderosos, não nos atrevemos a fazê-lo senão com humildade e reverência, com quanto maior razão devemos apresentar as nossas súplicas ao Senhor Deus do universo com toda a humildade e pureza de devoção. E saibamos que não é pelas muitas palavras que seremos atendidos, mas sim pela pureza de coração e compunção de lágrimas. Por isso deve a oração ser breve e pura, salvo se um toque da inspiração da divina graça nos levar a prolongá-la...»
Regra de S. Bento - Cap. XX, 1-4
terça-feira, 2 de junho de 2009

Theology professor nominated to be U.S. ambassador to the Holy See
05/27/2009
05/27/2009
Note to media (5/28/09): Miguel Díaz is unable to conduct interviews at this time. Below is a statement about his nomination:
"I am very honored, grateful and humbled that President Obama has nominated me to serve as ambassador to the Holy See. If confirmed by the U.S. Senate, I will continue the work of my predecessors and build upon 25 years of formal diplomatic relations with the Holy See. I wish to be a bridge between our nation and the Holy See."
White House release Google News media summary
Miguel Díaz, Ph.D., who serves on the graduate faculty of the School of Theology∙Seminary of Saint John’s University and undergraduate faculty of the Department of Theology at the College of Saint Benedict and Saint John’s University, has been nominated as the United States Ambassador to the Holy See (Vatican).
President Barack Obama made the announcement on May 27, 2009.
Díaz has served on the SOT, SJU and CSB faculty since 2004. He is chairperson of the SOT’s Multicultural Committee; served as co-chairperson of the CSB/SJU Intercultural Directions Council; and, along with his wife, Marian Díaz, D. Min., established the Changing Faces: Intercultural Ministry and Hospitality series.
“Professor Miguel Díaz is a skilled Trinitarian theologian who is passionate both as a teacher and a scholar,” said Abbot John Klassen, OSB, of Saint John’s Abbey. “He is a strong proponent of the necessity of the Church to become deeply and broadly multi-cultural, to recognize and appreciate the role that culture plays in a living faith. Born in Havana, Cuba, he is a leading Hispanic theologian in United States.”
He earned his bachelor’s degree from St. Thomas University in Miami Gardens, Fla., and his master‘s and doctorate in theology from the University of Notre Dame in Notre Dame, Ind. He taught previously at Barry University, Miami Shores, Fla.; St. Vincent de Paul Regional Seminary, Boynton Beach, Fla.; University of Dayton, Dayton, Ohio; and the University of Notre Dame. He also served as the academic dean at St. Vincent de Paul Regional Seminary and is fluent in Italian, Spanish and French.
“The College of Saint Benedict is enormously proud that Miguel has been nominated by President Obama for this important post,” said MaryAnn Baenninger, president of the College of Saint Benedict. “Miguel is a highly-respected theologian and scholar, and an excellent teacher. Most importantly, he has a deep commitment to Catholic social justice and to inclusiveness in the Catholic Church. He truly lives a life of faith. He is the ideal candidate for this post.”
Díaz’s theological areas of interests include the Trinity, theological anthropology and Latino/a theologies. He is the author of On Being Human: U.S. Hispanic and Rahnerian Perspectives (Orbis Books, 2002), for which he received the Hispanic Theological Initiative’s 2002 Book of the Year award from Princeton Seminary. In addition, he has had articles published in a number of theological journals and in manuscripts, and is co-editor of the book, From the Heart of Our People: Latino/a Explorations in Systematic Theology (Orbis Books, 1999).
“Miguel is a valuable member of the faculty of the School of Theology∙Seminary,” said William Cahoy, dean of the Saint John’s School of Theology∙Seminary. “His students and colleagues appreciate his passion and commitment to the Church as well as his knowledge of theology. He is a frequent and enthusiastic contributor to programming outside the classroom for students and in continuing education for those working in the Church.”
“Dr. Díaz is a distinguished scholar and teacher,” said Dan Whalen, interim president of Saint John’s University. “He has a national and international reputation as a prominent Catholic theologian, and is a valuable member of our Benedictine communities. Our graduate and undergraduate students have benefited from his extraordinary teaching during the last five years.”
Díaz is active in numerous professional associations. He serves on the board of the Catholic Theological Society of America, is past president of the Academy of Catholic Hispanic Theologians of the United States, and is a past member of the steering committee of the Karl Rahner Society. He is a theological consultant to the Catholic Association of Teachers of Homiletics and was appointed to the task force overseeing the review and revisions of the accrediting standards for the Association of Theological Schools.
Díaz frequently offers theological talks to local, regional and national audiences and is a member of Voices for the Common Good, a media speaker’s bureau consisting of prominent Catholic experts on Catholic social teachings. In recent years, he has been invited to participate in various ecumenical conversations. He has engaged in conversation with prominent Catholic Church leaders such as Cardinal Walter Kasper, president of the Pontifical Council for Promoting Christian Unity in Rome, and organized a theological conversation among Black Catholic and Latino/a Catholic theologians around the theme of human identity.
He and Marian, who is the director of Companions on a Journey and CORAD: Heart Speaks to Heart at CSB and SJU, have four children.
Fonte: St. John' s Abbey
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
